Com parceria da Casé Fala, Festival Afrofuturismo Ano VII celebrou “Ancestrais do Futuro” em Salvador

O Centro Histórico de Salvador voltou a pulsar com criatividade e ancestralidade nos dias 5 e 6 de dezembro de 2025, quando o Festival Afrofuturismo Ano VII tomou conta das ruas e largos com programação gratuita e aberta ao público. Encerrando o Novembro Negro, a edição deste ano adotou o tema “Ancestrais do Futuro”, inspirado na obra de Grazi Mendes, convidando a cidade a refletir sobre os caminhos que ligam memória, inovação e responsabilidade entre gerações.

Realizado pela Vale do Dendê, com apoio da Prefeitura de Salvador, Sebrae e Albert Einstein, o festival assumiu um formato pocket, pensado para aproximar pessoas, priorizar a escuta e criar momentos de troca mais orgânicos. Mesmo mais enxuta, a programação manteve o impacto característico do evento: múltiplas vozes, perspectivas diversas e um olhar atento para as tecnologias — ancestrais e contemporâneas — que moldam futuros possíveis.

As atividades se espalharam pela Casa Vale do Dendê e pelos tradicionais largos Tereza Batista, Quincas Berro D’Água e Pedro Arcanjo, reunindo talks, palestras, rodas de conversa e apresentações artísticas. Entre os destaques, a presença de nomes ligados à Casé Fala, como a estilista Isa Silva e a jornalista e autora Midiã Noelli, que dividiram espaço com referências como Grazi Mendes, Nina Silva, Najara Black, Mônica Anjo e outros protagonistas do movimento afrofuturista.

Idealizado pelo consultor global de inovação Paulo Rogério Nunes, o festival reafirmou seu papel como uma das principais plataformas do país para discutir e projetar novas narrativas negras. A edição de 2025 reforçou que o afrofuturismo segue sendo um território fértil para imaginar, criar e transformar — sempre a partir da força da ancestralidade.